terça-feira, 1 de outubro de 2019

O início a doença

Venho de uma família tradicional, descendente de italianos, portugueses, Húngaro e por aí vai...
Sou a filha 12 anos mais nova que minha única irmã. Nossos hábitos alimentares eram os ditos "normais", arroz, feijão, macarrão, doces, mas minha infância não foi marcada de fastfood, ao contrário, minha mãe ia a feira e ao açougue semanalmente, me lembro de ser obrigada a comer couve flor 😂, refrigerante era só Tubaína e no final de semana, não éramos obesos, mas nunca fui magra.
Por ter nascido prematura (8 meses), os cuidados sempre foram redobrados, minha mãe me amamentou pouco, mas sempre me nutriu com farinha láctea rsrs, assim ganhei peso e encorpei, e nunca, nunca fui magra, até que os hábitos alimentares na minha casa foram mudando aos poucos (juntamente com a globalização e industrialização).
Aos 14 anos descobri uma ferida no couro cabeludo, minha mãe me levou a vários endócrinos e dermatologistas e depois de vários exames, nada foi conclusivo, porém a ferida foi aumentando e aumentando, até que se espalhou por toda a cabeça. Os diagnósticos diziam que era uma escamação normal da pele, e assim fui seguindo a vida, e as feridas espalhando por várias partes do meu corpo, inclusive, testa e pescoço, até que um dia, fui em um médico acompanhar a minha mãe, retirar uma verruga, quando entrei o médico me olhou e disse: Você tem psoríase! Eu olhei espantada e somente respondi: não sei kkkkk. Ali desenvolvemos uma conversa e uma posterior amizade, ele me explicou que tbm tinha a autoimune e me indicou uma pomada e dali parti para a farmácia, pois pra mim era a libertação dos olhares maliciosos e do preconceito, pois as pessoas tinham medo de contágio, nojo e por aí vcs já imaginam né?
Passei alguns anos lutando com a pomada kkkk passava, melhorava, voltava... Num ciclo vicioso, mas sabia que estava condenada a isso pro resto da vida.
Ao 21 anos tive meu primeiro filho, meu medo era que ele nascesse em volta de um casulo... Nossa imaginação é doida demais, mas eu tinha medo, mas ele nasceu normal, saudável e lindo, e a luta com as cascas continuam... Até meus 27 anos, quando, por trabalhar em pé e no alto dos meus 90 kg, meu pé direito começou a doer demais na sola, mas era uma dor, como se tivesse uma faca entrando e dilacerando o meu pé, uma dor enlouquecedora, a ponto de não conseguir encostar ele no chão. Fui ao ortopedista e o diagnóstico, fasciíte plantar!!! Eu me perguntava, mas o que será isso? E o médico me disse pra colocar gelo e tomar anti inflamatório.
Foi aí que iniciou uma triste e dolorosa luta pra ficar em pé... Mas é assunto pra um próximo dia ok?
Obrigada por ler até aqui... Não sou escritora, e nem muito menos formada em letras, apenas escrevo, como se estivesse escrevendo no meu diário ok?? Bjs fiquem com Deus.

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